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Glutamato Monossódico
O Risco dos Realçadores de Sabor

Atualmente, especialmente nos centros urbanos, a população consome aproximadamente 85% dos alimentos industrializados ao invés de alimentos frescos e especialmente de época ou conhecidos também como alimentos de safra.

Na indústria alimentar são adicionados de forma legal, substâncias conhecidas como aditivos alimentares e que necessariamente não são alimentos, com diversas finalidades: corantes, acidulantes, conservantes, anti-mofo, estabilizantes, antioxidantes e realçadores de sabor entre outros tantos.

Este artigo tem a finalidade de falar mais detalhadamente sobre a substância conhecida popularmente como Realçador de Sabor ou quimicamente como Glutamato Monossódico (GMS).

Do ponto de vista químico, o GMS é formado de 78% de ácido glutâmico livre, 21% de sódio e até 1% de contaminantes. É classificado como uma excito-toxina, ou seja, é uma substância que estimula as células nervosas podendo danificá-las ou matá-las. Isso se torna extremamente perigoso se associado ao glutamato, principal neurotransmissor estimulante do cérebro.

Podem ser encontrados efeitos como dores de cabeça, taquicardia, dores no peito, dormência ou formigamento no rosto e pescoço, asma, palpitações e sudorese. Pode desencadear ou contribuir para piorar outras alterações já existentes, como por exemplo: Doença de Alzheimer, dificuldades de aprendizado e de memorização, depressão, ansiedade, Doença de Parkinson e outras alterações neurológicas. A longo prazo, complicações como obesidade, enxaquecas crônicas, lesões oculares, câncer e tumores podem ser relacionadas ao seu consumo.

Pesquisas tem encontrado receptores glutâmicos no sistema de condução elétrica do coração e no músculo do cardíaco. Quando há excesso de excito-toxinas de origem alimentar, como o GMS, os receptores glutâmicos são super-estimulados, produzindo arritmias cardíacas, o que certamente pode ser um risco ao coração.

Nosso cérebro é enganado pelo Glutamato Monossódico, estimulando excessivamente o paladar conhecido como “Umami” e fazendo com que cada vez mais optemos por alimentos com essa substância, no mesmo mecanismo de ação das dependências químicas e como consequência aumentamos cada vez mais o consumo de alimentos contendo essa substância para satisfazer-nos. Com o uso em rotineiro, acabamos acarretando complicações à saúde, como os distúrbios neurológicos e outros já citados acima, além transtornos alimentares pela hiper excitação do paladar.

O PALADAR UMAMI

É o quinto gosto ou paladar e foi descoberto em 1908 pelo químico japonês Kikunae Ikeda. Entretanto, foi reconhecido pela comunidade científica apenas em 2000, quando pesquisadores da universidade de Miami, na Flórida/EUA, encontraram receptores específicos nas papilas gustativas. Alimentos como queijo parmesão, tomates maduros, cogumelos e carnes em geral são os alimentos que possuem o quinto gosto ou Umami de forma mais acentuada e de forma natural.

Os demais paladares e mais conhecidos são: doce, salgado, ácido e amargo.

As duas principais características do Umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento. Essa característica causa uma excitação gustativa ao ponto do cérebro desejar perpetuar mais esse prazer e assim a compulsão de comer mais vai sendo instalada.

O GMS pode ser encontrado frequentemente em comidas prontas, fast-foods, em comidas de restaurantes, especialmente naqueles de comidas orientais: chineses, japoneses, coreanos e etc.

Além disso, há inúmeros alimentos industrializados que contém glutamato monossódico:

  • Molhos e condimentos prontos, enlatados ou instantâneos;
  • Caldos em cubinhos, líquidos ou pós para carnes, aves, peixes, frutos-do-mar, feijão, arroz e legumes;
  • Alimentos em conserva;
  • Comidas prontas tipo “Diet” e “Light”;
  • Salgadinhos industrializados: batatas fritas, salgadinhos de queijo, de milho, etc;
  • Pães de Queijo industrializados;
  • Carnes curadas e defumadas e embutidos (presunto, mortadela, linguiça, salsicha, etc);
  • Temperos e especiarias prontos e industrializados (molhos de tomate, creme branco, molho tipo madeira, tempero caseiro pronto, etc.);
  • Comida congelada industrializada;
  • Ketchup, mostarda;
  • Proteína vegetal hidrolisada;
  • Sopas em pó ou enlatadas;
  • Sal misturado com realçador de sabor;
  • Biscoitos salgados e doces recheados.

Pela legislação brasileira, é obrigatório que o glutamato monossódico apareça como ingrediente no rótulo dos alimentos industrializados. Costuma estar ao final da lista e em pequenas quantidades pequenas, aparecendo mais comumente como realçador de sabor.

O GMS deve ser totalmente evitado e a melhor e mais garantida maneira é cozinhar seu próprio alimento.

Ao evitar o consumo de enlatados, comidas prontas, congeladas, instantâneas ou em conserva, consequentemente você acaba por eliminar quase a totalidade do glutamato monossódico ingerido. Sua alimentação será melhor, vai sentir-se melhor e garantir uma boa saúde por muito mais tempo.

Os irmãos espirituais aqui do Templo Espiritual Maria Santíssima sempre nos alertam sobre esse e outros riscos que podem vir pela falta de informação. Por isto, busquem o conhecimento e sejam verdadeiramente livres e soberanos para fazer as escolhas corretas para suas vidas.

Por Leslie Avila