“Certa vez, muito antes de vocês virem aqui, acontecia na casa de Nossa Senhora uma reunião, uma prosa como vocês costumam falar. Ela sempre com muito amor, olhava para seus filhos. Perguntava a Nosso Senhor “o que eu posso fazer mais com o amor de Deus?”. Olhava as criaturas pequeninas, tão espalhadas pelo caminho e via ainda a tristeza, a fome e a dificuldade. Um espírito que não cansa e nem descansa. Um espírito que traz só esperança e amor por onde passa.

Rogando à Nosso Senhor, pediu à Ele sua atenção e disse: “olhe, meu Pai, olhe, meu Filho, olhe, meu Irmão, tanta gente nessa terra, tanta gente que precisa, tanta gente que faz guerra e tanta gente que faz chorar. Talvez eu ainda tenha pouco tempo para acolher esses meus filhos e trazer-lhes mais desse amor que o Senhor nos dá e que tanto nos interessa. Nessa terra, quem sabe mais uma casinha eu possa lá criar, onde esses filhos encontram alegria e onde a fome possam saciar. Onde, então, essas mães que vêm com tristeza no coração, encontrem lá um bem, um conforto, uma paz para acalmar seu coração. Quem sabe uma casa pequena, mas que a todos possam acolher com o bem, com a paciência como você nos fez prover. Meu Senhor, já sabedor das necessidades de cada um, trazia também no peito um amor que é incomum”. Respondeu, então, à Mãe Santíssima: “Olhe, Maria, eu sei que você pode ajudar lá. Eu sei que uma casa é necessária, talvez até mais nós podemos criar. Eu sei que seu amor é grande e a esperança é importante, a gente tem que espalhar, mas faça assim, quando você seguir em seu caminho e a casa levantar, chame os outros pequeninos e peça à eles para ajudar. Dê a cada um o trabalho, uma missão e diga que eu olho de perto a cada filho com atenção. Cada um que se espalhar nessa casa de Meu Senhor, vai sentir a caridade, a verdade e o amor”.

Maria, então, muito alegre começou a trabalhar. Foi chamar seus filhos do Reino Sagrado de Deus, os que queriam ajudar. Vieram, então, os irmãos doutores, irmãos de grande lida, que outras vezes aqui na Terra ajudaram a curar as feridas. Vieram os Apóstolos, assim como são chamados – mas não gostam de serem chamados assim – querem ser apenas reconhecidos como filho, amigo ou, também, como irmão. Vieram na terra santa, essa que o Cruzeiro está lá, onde está ao lado das três Marias que fazem na Terra iluminar.

Começou um trabalho pequeno, como foi o de Nosso Senhor. Como foi a manjedoura, era também acolhedor e a energia foi crescendo, o amor foi se espalhando e, aos poucos, aqueles que chegavam sofrendo, começaram a ajudar. É assim que foi nascendo a Casa de Nossa Mãe, onde outros filhos aprenderam. Alguns lá até esqueceram, mas receberam de Nossa Mãe o seu melhor. Aos poucos, o trabalho foi se fazendo mostrar e alegrando muito ao coração do Cristo. Perfeito? Não achamos, não. Cada vez mais um, cada vez mais uma tentando corrigir o que de trás se deixou com muita dificuldade. Cada um que chegava triste, saia com sorriso. Cada um de mão vazia, saia aqui com compromisso e, aos poucos, a dor acabava, aos poucos, o ódio também. Aos poucos, a mente se iluminava e o bem se fazia também.

Na Casa de Nossa Senhora, todos podem se encontrar, não importa qual seja a hora, tem jeito de você ajudar. Assim, se aprende o que Nossa Mãe quer nos mostrar. Gradualmente, o espírito aprende como é alegre se alegrar. A gente entende que Deus é só o amor que você exerce com alegria à um pequeno trabalhador. Aos poucos você vai entender que a semente que você traz, na hora certa, se faz florescer e muitos outros ajudará.

Nessa Casa, Nossa Mãe, todos os dias bem cedinho, se faz a visitar. Vem trazer de Seu jardim as flores com Seu amor para acolher todos os filhos a vencer todo o tipo de dor. Não ache que a Mãe é distante, nem tampouco se faz esquecer. Para Ela, o mais importante é ver cada um de nós crescer. Essa Casa que achava ser tão pequenina, começou a ser tão grande no coração de cada filho, de cada filha. Só para entender como nasce na Terra um desse trabalhador que aos poucos vai espalhando como perfume de flor, a alegria de meu Jesus que na Terra é a grande luz a nos conduzir com todo o Seu amor”.

 

Mensagem Psicofonada pelo Preto Velho Pai Thomáz

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