A Aloe vera, conhecida popularmente como Babosa, é uma planta exótica da família das Asphodelaceas, originária do Nordeste da África e a região do Mediterrâneo. É utilizada pelo homem há mais de 5.500 anos como planta medicinal, de acordo com registros encontrados em papiros egípcios datados de 3.500 anos antes de Cristo.

Possui flores tubulares amarelas e folhas verdes lanceoladas e espessas, contendo em seu interior grande quantidade de mussilagem, conhecida como baba ou gel.

Nas Américas, foi introduzida por Cristóvão Colombo devido a seus efeitos medicinais e biológicos. No Brasil, sua chegada ocorreu na mesma época, e sua adaptação foi tão natural que, no Nordeste, seu crescimento ocorre espontaneamente, mas pode ser encontrada em quase todas as regiões do país.

Sua utilização para fins medicinais e cosméticos também são encontrados nas civilizações árabe, grega, egípcia, romana, asiática e africana. Existem também citações bíblicas a seu respeito, em Cantares 4:14 e João 19:39, além da história egípcia relatar que as rainhas Nefertite e Cleópatra usavam a babosa com grandes efeitos positivos como fitoterápico e cosmético.

Na segunda metade do século XX, pesquisas a respeito dessa planta foram intensificadas e em alguns países na América do Norte, Europa e Ásia, oficializaram seu uso, tanto externo como interno. Em muitas nações é tida como um alimento funcional ou complemento alimentar voltado à manutenção ou recuperação da saúde.

Os benefícios desta maravilhosa planta são de conhecimento popular e científico, que conseguiram identificar em seu gel ou mussilagem, mais de 200 componentes, dentre os quais: cálcio, magnésio, sódio, potássio, selênio e zinco; as vitaminas, A, B1, B2, B3, B5, B6 e C; mono e polissacarídeos incluindo a Acemanana, que é caracterizada como um imunoestimulante.

Esses estudos ampliaram bastante os conhecimentos científicos a respeito dos efeitos benéficos da babosa na saúde do homem.

Os efeitos positivos da Aloe vera (Babosa) podem ser obtidos externamente como: hidratante, adstringente, emoliente, antiinflatório, analgésico e protetor da pele contra os raios UV do sol, imunoestimulante, retardador do envelhecimento da pele, excelente cicatrizante em cortes, ferimentos e queimaduras em geral, auxiliar nos tratamentos de acne, alergias e picadas de inseto, erupções, edemas, eczemas, manchas, crostas, seborréias, caspa e queda de cabelos, psoríase, erisipela, úlcera varicosa, escaras, câncer de pele, herpes simples e de zoster, além do uso cosmético.

A babosa é uma das plantas curativas mais perfeitas que encontramos na natureza. Dos 22 aminoácidos de que nosso organismo precisa, ela contribui com 18.

Ela fortalece o sistema imunológico enfraquecido, isto é, reforça as defesas naturais do organismo, que, ao longo dos anos, podem decair por fatores físicos, como: má alimentação, cigarros, bebidas ou psíquicos, como: frustrações, fracassos, e cedendo às resistências, abre-se o caminho à instalação de doenças.

A babosa atua limpando o sangue que leva a todo o organismo a funcionar bem.

É popularmente utilizada por sua capacidade de auxiliar pacientes com diversos tipos de câncer: cerebral, pulmonar, hepático, intestinal, laríngeo, mamário, uterino, ovariano, prostático, renal, cutâneo, sanguíneo.

Também é utilizado em outras moléstias, como: alergias, aftas, asma, anemia, cólicas, cãibras, artrose, queimaduras, insolação, doenças de pele, gangrena, diabetes, hemorróidas, furúnculos, feridas venéreas, infecção na bexiga e rins, reumatismo, insônia, icterícia, lepra, dor de ouvido, cabeça, fígado e estômago, picada de insetos, próstata, úlceras gástricas, varizes, verrugas e vermes.

Sua ação fungicida, bactericida, laxante, diurético, auxiliam muito o organismo.

A força curativa está na própria planta e não são conhecidas contra-indicações.

 

  1. O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias.

(Cantares de Salomão, 4:14)

 

  1. E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés.
  2. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro.

(João, 19:39-40)

 

– Por Leslie Avila   
Terapeuta homeopata

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