A homeopatia é um método de tratamento criado pelo médico alemão Christian Samuel Hahnemann (1755 –1843), que tem como fundamento a “Lei dos Semelhantes”, citada, séculos antes por Hipócrates (460 – 370 a.C.) em um de seus aforismos: “O mesmo agente capaz de causar uma moléstia é também capaz de curá-la”. Isto é, os semelhantes se curam pelos semelhantes, e assim, para tratar um indivíduo que está doente é necessário aplicar um medicamento que apresente, durante o processo de doença natural, os mesmos sintomas obtidos na experimentação com indivíduos sadios.

Se uma certa substância em sua condição original, sendo ingerida, causar sintomas como dores gástricas, vômitos e diarréia em uma pessoa sadia, ao ser preparada homeopaticamente e administrada a um enfermo que apresente sinais e sintomas com características semelhantes àquelas causadas à pessoa sadia, obterá como resultado a cura dos sintomas da doença natural.

Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de substâncias extraídas da natureza, provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal, e sua apresentação final pode ser em gotas ou em glóbulos de açúcar.

Para que essas matérias primas naturais sejam utilizadas como medicamentos homeopáticos, é necessário um prévio conhecimento de suas potencialidades curativas, por meio da experimentação no homem sadio. Ditas substâncias podem ser tanto tóxicas quanto inertes, desde que, quando experimentadas, ofereçam a melhor semelhança aos sintomas da doença a ser tratada.

As preparações iniciais dessas substâncias recebem o nome de Tinturas-mãe e, a partir delas, são iniciados os processos das diluições sucessivas, intercaladas com agitações vigorosas denominadas de sucuções.

Inicialmente em suas experiências, Hahnemann começou diluindo os medicamentos e verificou que, quanto mais diluía as substâncias, mais eram minimizadas suas reações indesejáveis. Verificou simultaneamente que, ao fazer diluições sucessivas das substâncias e agitá-las diversas vezes, obtinha sempre melhores resultados, foi assim que ele chegou às Doses Mínimas. Desta forma, a toxicidade das substâncias é atenuada e o potencial curativo é aumentado.

Ao processo de diluição seguido de agitação, damos o nome de “Dinamização” (Dynamis – do grego e significa força). Através da dinamização, consegue-se despertar na substância a capacidade de agir sobre a força vital do organismo vivo, isto é, despertar a energia curativa que vai agir na energia vital dos organismos humanos, animais e/ou vegetais.

As diluições podem ser decimais (D), centesimais Hahnemanianas (CH) ou 50 milesimais (LM), de acordo com o critério do profissional que está atuando no caso.

O medicamento homeopático é uma forma de medicina energética, cujas vibrações curativas vão atuar na energia que dá vida ao organismo, seja ele humano, animal ou vegetal, chamada Energia Vital ou Força Vital.

Há uma informação medicamentosas que é passada à energia do organismo a ser tratado e, a partir daí o mesmo, age de acordo com esse estímulo, com isto, a homeopatia faz o corpo trabalhar e não trabalha por ele.

Essa forma de tratamento trata qualquer tipo de doença, seja ela aguda ou crônica, embora seja mais conhecida no tratamento de doenças crônicas. O profissional devidamente habilitado faz a análise do paciente e, através da coleta de informações obtidas através das perguntas e de exames, se forem necessários, ele indicará a medicação.

Embora tenha sido inicialmente experimentada em humanos, o próprio Hahnemann iniciou sua utilização nos animais, tratando seu próprio cavalo. Atualmente é muito utilizada na Medicina Veterinária, em animais de estimação e em animais de produção, substituindo principalmente carrapaticidas, vermífugos e antibióticos comumente empregados nas criações animais que tem por destino a alimentação humana.

Da mesma forma, na agricultura, a homeopatia tem sido utilizada no controle de pragas e doenças vegetais e que tradicionalmente recebem doses excessivas de agrotóxicos e defensivos, extremamente danosos à saúde humana, vegetal e ambiental.

Assim, a homeopatia é uma medicina de vanguarda que está alinhada com os conceitos modernos de sustentabilidade ambiental e saúde ampla ou holística, dos seres vivos e o ecossistema onde estão inseridos. Por isto, é conhecida como Medicina do Século XXI.

A história da homeopatia no Brasil, data de 1810, através de cartas trocadas entre Samuel Hahnemann e José Bonifácio de Andrade e Silva, o Patriarca da Independência.

No dia 21 de novembro de 1840, considerado, oficialmente como o Dia Nacional da Homeopatia, Benoit Jules Mure, um médico francês, natural de Lyon, e discípulo de Hahnemann, chegou ao Rio de Janeiro e logo tratou de fazer discípulos entre os colegas brasileiros. As tinturas e as substâncias utilizadas vinham da Europa e os próprios médicos manipulavam-nas devido à inexistência de farmácias especializadas.

O número de médicos homeopatas foi crescendo no Império e, por conseguinte, os farmacêuticos passaram a manifestar interesse pela doutrina, participando dos cursos organizados pelo Dr. Mure e pelo seu colega, Dr. João Vicente Martins.

Um dos proeminentes médicos homeopatas que temos conhecimento é nada mais que Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, conhecido como Médico dos Pobres e Governador Espiritual das Américas. Era a medicina que ele utilizava e com a qual ajudou inúmeros pacientes que recorriam aos seus cuidados.

Nós no Instituto Colônia Esperança, utilizamos medicamentos homeopáticos em nossas criações e no controle de pragas de nossas plantações garantindo, desta forma, que nenhum alimento terá resíduos medicamentosos de qualquer natureza.

– Por Leslie Avila   
Terapeuta homeopata

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