As irmãs tiveram um papel importante para o início do Espiritualismo Moderno no Ocidente. Katherine “Kate” Fox (18371892), Leah Fox (18141890) e Margaret “Maggie” Fox (18331893). Ficaram mundialmente conhecidas por serem pioneiras a se comunicarem com espíritos por batidas, também chamada mediunidade de tiptologia.

As jovens que estavam com idades de 11 e 14, após se mudarem com seus pais para uma casa nova em Hydesville, Nova Iorque, no dia 11 de dezembro de 1847, começaram a ouvir ruídos, batidas, arranhões nas paredes e sons semelhantes a alguém arrastar os móveis de sua casa e não deixava as meninas dormirem. O fato ocorreu, aproximadamente, após dois meses da mudança da família para o novo lar. Até que em determinado dia, uma das jovens bateu as mãos de forma que ouviu-se o barulho igualmente em algum cômodo da casa. O fato passou a ser marcado na história do Espiritismo como o episódio de Hydesville.

O fato causou grande susto para os pais das jovens que resolveram investigar o que estaria acontecendo. Descobriram pelas conversas com o espírito que ele havia sido assassinado na mesma casa há cinco anos. A vítima seria o mascate Charles B. Rosma, 31 anos, que foi morto e enterrado no local, onde seu assassino seria o antigo morador da casa Sr. Bell. O caso ganhou tanta repercursão que o porão fora escavado um metro e meio pelo irmão mais velho das meninas, David Fox, para comprovar os fatos descobertos pelas irmãs. Encontrou, então, restos de carvão, cal, cabelos e alguns fragmentos de ossos que foram reconhecidos por um médico como pertencentes a um esqueleto humano.

O ocorrido deixou as meninas muito conhecidas, iniciando sessões em Nova Iorque e em outras regiões. As reuniões espirituais eram públicas e causavam grande indignação em pessoas que não tinham ideia do significado dos efeitos físicos que estavam ocorrendo. A plateia era convidada a examinar as irmãs e verificar a ausência de quaisquer equipamentos ou montagens que pudessem ser utilizados durante a reunião.

No ano de 1858, Margareth e Leah pararam de realizar suas faculdades mediúnicas por terem se casado com jovens da mesma região. A única que não se casou foi Katherine que continuou sendo expoente médium da família.

No ano de 1870, o cientista Sir William Crookes realizou diversos experimentos com Kate, concluindo que a moça realmente possuia dons mediúnicos. Porém, sua irmã Margareth, após um desentendimento com Leah, publicou uma longa crítica ao Espiritualismo em um jornal, dizendo que a mesma manipulava tudo o que estava sendo apresentado.

No mês seguinte a denúncia, Maggie e Kate com o intuito de prejudicar a irmã do meio, viajaram para Nova Iorque e receberam a proposta de um repórter por 1.500 dólares para que afirmassem publicamente que fraudavam os fenômenos. Então, diante de uma plateia da Academia de Música de Nova Iorque, onde Kate estava presente, confirmou a fraude.

Um ano após a denúncia contra o Espiritismo, Maggie resolveu ir a público desmentir suas confissões e alegando que recebeu determinada quantia de religiosos que se aproveitaram de sua pobreza.

No ano de 1904, o Boston Journal notificou a descoberta de um esqueleto na casa da família Fox por alguns meninos de uma escola que brincavam na adega da casa. Os garotos descobriram, meio aos escombros, peças de um esqueleto humano. Ao lado, encontraram uma lata de um produto comumente utilizado por mascates, onde encontra-se atualmente em Lily Dale, na sede central regional dos Espiritualistas Americanos.

As faculdades mediúnicas das jovens foram importantes para a história do Espiritismo, pois apresentou uma nova visão sobre a doutrina, divulgando diversas teses que foram codificadas na França e expandiram pelo mundo, tendo diversos adeptos e simpatizantes da religião.

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