“Disse o Cristo: – “Vinde à Mim, todos os que estão cansados e oprimidos que Eu vos aliviarei”. 

Quando o Cristo dizia isto, Ele estava vendo uma multidão de espíritos que há muitos anos caminhavam pela dor, pela ignorância e pela cegueira do mundo. Quando o Cristo abria os Seus lábios e proferia com amor as Suas palavras, bálsamos celestiais desciam do céu. Chuvas de fluidos caiam sobre os homens e muitas doenças, males, muita dor era extirpada com a palavra.

Quando o Cristo se assentava e muitos encarnados vinham lhe pedir a cura, ao lado deles, desencarnados também pediam para que o Mestre lhes livrasse do sofrimento, pediam para curar as suas enfermidades tantas vezes expostas, diante de seus corpos espirituais que ali se faziam doentes.

Quando o Cristo ia ajudar alguém que estava obsidiado de outros irmãos, antes de saírem os espíritos, começava um trabalho imenso de socorro onde todas as etnias estavam juntas, ajudando para poder fazer parte da causa infinita do amor de Deus e, assim, fazer com que as chagas do espírito pudessem, mais uma vez, serem curadas.

Uma vez, uma mulher muito simples se aproximou do Cristo e gritando à Ele disse: – “Rabi, salve minha filha! Olhe como ela está. Ela não sabe o que faz. Ela não sabe o que veste. Os outros riem dela. Os outros escarnecem sobre ela e eu já fiz de tudo para poder ajudá-la. Preciso mantê-la presa em minha casa. Alimento-a, como também alimento meus cães. Tento amá-la, mas eu olho em seus olhos e apenas um vazio eu posso ver. Rabi, Você que conhece o Pai, que sabes exatamente o que podes fazer o amor de Deus, curai ela, livrai-a deste mal para que ela encontre em seu coração novamente a Tua paz”.

Cristo olhando aquele espírito, viu ao seu lado centenas de outros espíritos confusos, machucados, que não compreendiam o amor e não enxergavam a extensão da fé. Começou a olhar para eles e se enterneceu. Começou a olhar quantos deles ainda haviam para Ele poder ajudar. Começou a pensar quanto tempo leva para um espírito se corrigir, se ajudar e quanto mal eles fazem a si mesmos quando não entendem em suas vidas a Lei do Amor.

Em pouco tempo, Cristo olhava um deles e começou a ver o seu passado. Um homem duro, impiedoso, cheio de posses e de bens. Um homem que cobrava com muita veemência. Um homem que usava de todo o poder que a espada poderia lhe dar para fazer com que a sua autoridade se fizesse valer. Estava preso àquela pequena criança porque achava que ela ainda poderia lhe pagar os débitos trazidos do passado. Um saco de moedas que nem de ouro eram, apenas de prata que ela ainda lhe devia por empréstimos prestados há muito tempo. Uma filha que estava presa ao passado por aquilo que fez, não por maldade, mas por necessidade. Uma filha que queria se libertar, mas a sua mente era uma prisão, seu coração uma escuridão e ela não conseguia encontrar uma fresta de luz sequer para poder sair do lugar onde estava.

Cristo olhou aquele homem e, em pensamento lhe pediu: – Perdoa o que lhe deve para que sejam perdoados também os seus pecados –, disse o Cristo. O homem, sentindo o pensamento de Jesus tão forte em teu peito como uma lança afiada poderia ser, fez seu espírito todo tremer. Sentiu uma verdade tão pura e tão infinita que nunca antes, em todos os tempos, ele pôde sentir tamanho poder. Como quem corta algemas presas a seu corpo ele, então, se libertou e a alma, pela primeira vez, depois de milhares de anos, voltou a chorar.

Assim foi fazendo, Jesus, olhando enternecidamente àquela grande multidão de espíritos que estavam jungidos àquela pequena menina que se debatia no chão, que rosnava como outros animais e que não conseguia ter nem sequer ideia de como se defender.

Aos olhos da multidão encarnada, apenas o silêncio de Jesus olhando-a, fitando-a amorosamente, enquanto tudo acontecia alheio aos olhos daqueles que ali estavam. Em pouco tempo, aquela dor, aquela mágoa, aquele medo, tudo começou a desaparecer. Grandes espíritos socorristas começaram a se aproximar, grandes irmãos de amor, de fé, começaram a cuidar de cada uma daquelas almas que estavam junto daquela criança para que ela, mais tarde, por último, pudesse também ser acolhida.

Aos passos que Jesus ia dando devagar, aproximando-se cada vez mais do pequeno ser enfermo, os espíritos, então, eram carregados, levados e cuidados. Quando Jesus deu o último passo e colocou a mão na fronte daquela menina, os olhos dela voltaram a abrir. Um grande urro de dor, como um animal que lhe tira uma farpa grande do próprio coração, ela começou, então, a voltar e a sentir novamente todo amor e toda a ternura. Começou a perceber o sol, os sons e, aos poucos, a sua mente de tanta confusão que estava com as luzes, com os ruídos, começou, pouco a pouco, a ganhar equilíbrio e a encontrar o seu caminho.

Assim que Jesus disse a última palavra: “Está feito segundo a vontade do Pai”, a criança, então, adormeceu nos braços da mãe, aos olhos de todos. Alguns pensavam “acabou, acabou o sofrimento, acabou a dor, porque talvez acabou a vida”, mas em alguns instantes depois, abriu-se pouco a pouco os pequenos olhos e observando ao seu lado, começou a chorar. Buscou a mãe ansiosa ao seu lado e abraçou-a com tanta força, com tanto amor como se quisesse novamente trazê-la ao seu útero para ampará-la novamente, para protegê-la, para amá-la novamente.

Aos poucos, então, a criança reconheceu o cheiro como um bebê faz pela primeira vez ao reencontrar a sua mãe em seus braços. Sentindo vosso cheiro, a identificou. Começou a ouvir as mães que estavam ao lado, os homens que gritavam em alto som “É a vontade de Deus! É uma graça! É um milagre!”, mas o que ela mais ouvia foi a mãe sussurrar em poucas palavras o seu nome em seu ouvido e, mais uma vez, ela se sentiu amada. Aos poucos,  foi sentindo força em seus braços, pés, em seu corpo e, olhando tudo em sua volta sem pouco entender, sentiu medo, mas ao mesmo tempo, uma alegria que a consumia e ela, então, começou a sorrir, se alegrar, a se preencher de uma magia que somente o Cristo poderia lhe dar.

Aos olhos daqueles que viam, pouca coisa passou em sua mente. Mais um milagre, mais alguém que alcançou uma graça, mais uma pessoa talvez sem importância, sem história, sem passado, mas aos olhos do Cristo, mais um filho, mais uma ovelha perdida, mais um que reencontrava o chamado do Cordeiro, o chamado do Bom Pastor para nunca mais se perder pelo caminho.

Cristo sempre olhou a todos com muito amor e tanto no céu quanto na terra, todos eram abençoados por Ele. O amor de Jesus estendia-se para muito mais longe do que podes imaginar. A força espiritual emanada naquele lugar fez com que a terra se tornasse fértil, fez com que novamente se jorrasse água, fez com que novamente não houvesse mais brigas. Naquele mesmo lugar onde Jesus colocava os pés, começava a semear amor. Corações, mentes, espíritos voltavam a encontrar o seu equilíbrio. É assim que Jesus fazia. É assim que Ele cuidava e é assim que Ele cuida de cada um de nós.

Na hora que o problema bater a tua porta, lembra o que Ele disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu vim para aqueles que estiverem cansados. Eu vim para aqueles que se sentem oprimidos. Eu vim para aqueles que se sentem só, para aqueles que se sentem sozinhos diante da escuridão do mundo, pois Eu sou a Luz do mundo e quem vem a Mim, vem ao Pai que Me enviou”.

Na hora que o problema chegar em seu coração, lembre-se de nosso Senhor, de Sua prece, de Seus exemplos, de Seu amor e você nunca mais se sentirá sozinho, pois sempre ao seu lado Ele também estará

 

Mensagem Psicofonada pelo Cigano Espiritual Julio del Toro

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