Um dos muitos serviços da Internet é a Web, esse negócio com sites que você acessa pelo navegador, que fez 30 anos recentemente e cujos endereços costumam começar com “http”. Apesar de ser apenas um dos muitos protocolos existentes na rede, é mais utilizado que todos os outros.

Há uns anos, um cara chamado Mike Bergman, percebeu que, apesar de existir uma quantidade imensa de informações na Web, a maior parte dela não é pública, depende de credenciais de acesso. Um exemplo seria o Facebook, que só pode ser acessado por quem tem conta nele. E mesmo que tenha, o usuário tem acesso a uma pequena fração do total de informações, que ficam em perfis ou grupos fechados. Nem o Google consegue fazer buscas aqui. Além da maioria de outros sites que também exige login e senha de acesso, outros exemplos são as empresas que disponibilizam conteúdo na Internet com controle de acesso (a maioria delas). A esse mundo inacessível de informação ele deu o nome de Deep Web, a web profunda. Sim, o Facebook é um site da Deep Web. Suas pastas no Dropbox ou aquela página secreta da sua empresa, que você acessa com login e senha, também.

Além da Web, existe uma infinidade de outros protocolos na Internet. Alguns deles são usados para a comunicação com privacidade, direito humano fundamental reconhecido pela ONU e muito usado, por exemplo, por dissidentes políticos. Existem algumas redes minúsculas, com pouquíssimos usuários, que precisam dessa segurança pra fins mais diversos, desde ativistas, jornalistas, informantes, militares, a gente comercializando drogas (sem a necessidade de capangas armados). Esse tipo minúsculo de rede, com conteúdo bem limitado, é chamado de DarkNet. A mais conhecida é a rede Tor, com quase 2 milhões de usuários, o que corresponde a menos de 0,05% dos 4 bilhões de usuários da Internet.

Texto: Marco Sartori

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