Quando Cristo estava junto aos Seus, olhava cada um dos discípulos e tentava ver, sentir e entender quais eram as melhores escolhas que deveriam ser feitas para cada um deles. Começava a olhar Pedro, um homem duro, forte, decidido, um homem que não tinha medo das coisas, e pensava – quais escolhas Pedro aprendeu? Será que aprendeu a dar valor nas pequenas coisas? Será que aprendeu a ajudar os outros? Aqueles que são mais fracos, aqueles que são mais duvidosos… Será que Pedro conseguiu se conter para levar aos outros toda força espiritual que ele tem? As escolhas que faria Pedro, definiria, mais adiante, todos os passos do cristianismo.

Olhava Tomé, um homem criterioso, crítico, que gostava de fazer as coisas com muito cuidado. Não sonhava tanto quanto os outros. Era muito realista, pois o seu espírito já vinha machucado por várias vidas, então, tinha medo de errar e de sofrer. As escolhas de Tomé, tinham que ser as mais sensatas, pois qualquer escolha errada, faria com que ficasse descrente de tudo aquilo que, durante muito tempo, era trabalhado para ele alcançar.

Certa vez, quando ainda duvidava em seu coração se tinha realmente tomado a decisão certa, Cristo se fez visível em sua frente para tirar as últimas dúvidas que lhe restavam no coração. Apresentou suas mãos – as mãos que Tomé queria ver – Então, escolheu ou acreditar ou descrer de tudo o que seus olhos e suas mãos podiam sentir. A escolha de Tomé fez com que criasse dento dele uma enorme chama que ele, a partir dali, daria a sua própria vida para poder defender a escolha que havia tomado.

Jesus queria que todos fizessem boas escolhas e conversou com Judas  Iscariotes em particular. Começou a contar-lhe um pouco sobre os reinos de Deus. Começou a contar como seus exércitos, com amor, conseguiriam ajudar a humanidade a se livrar de todo o mal. Judas ficou muito empolgado com tudo aquilo que ouvia. Tinha que fazer uma escolha, mas foi traído pela pressa, pois o que Cristo estava ensinando, tinha um tempo para acontecer, era uma semente de amor que estava ali sendo plantada para que os corações daqueles espíritos, ao passar de suas vidas, pudessem germiná-las. A dor, era justamente um instrumento necessário para romper as cascas grossas que os espíritos tinham – suas vaidades, suas paixões, seus egos – para que, com o passar do tempo, pela humildade, pela perseverança e pela caridade, demonstrasse exatamente o que Jesus viria a ensinar. Judas tinha que escolher, e Jesus, com muito amor, o envolvia em correntes vibracionais muito elevadas para que ele conseguisse vencer dentro de si mesmo, os seus medos.

Ao fazer a ceia, Jesus colocou o pão, o repartiu e começou, mais uma vez, a conversar com todos. Relatos que foram abstraídos, em sua maioria e apenas uma pequena parte ficou escrita, conseguindo chegar, pelo passar dos milênios, às mãos de cada um de vós. A escolha que Judas fez, foi justamente pela pressa; e pela pressa, empolgado com o que ouvia , acabou traindo a si mesmo, traindo aquilo que Cristo tentava, de todas as formas, evitar. Mas já existia uma profecia, há muito tempo já era escrito que um dos Seus iria lhe trair. E quem escreveu a profecia? De onde a profecia viria? Da boca do próprio Cristo que, pelo profeta, começou a preparar todos os espíritos para que eles não caíssem em seus erros e foi alertando dezenas, centenas, milhares de anos. Há muito tempo, preparando para que fizessem na vida, a escolha certa em seus caminhos.

Aqueles que sabem fazer a escolha, não erram tanto. Aqueles que sabem fazer a escolha, conseguem se desenvolver mais. Aqueles que sabem ouvir, conseguem aprender e escolhem o melhor. Desde quando o espírito começa a desenvolver a autoridade de escolher, ao seu lado outros espíritos, que já enfrentaram na vida as desilusões do mundo, começam a ensinar uma vez, duas vezes, dez vezes, cem vezes e, dia após dia, de um jeito ou de outro, a lição vem.

Procure sempre deixar os ouvidos abertos para que tu tenhas em seu coração a certeza de fazer uma boa escolha. A pressa pode lhe trair. A força pode esconder algo que tu não vê. Os sentimentos que, muitas vezes, guarda de querer fazer as coisas com muito cuidado pode, talvez, tardar a capacidade que tu tens de realizar hoje.

Saber fazer as escolhas, depende daqueles que hoje podem lhes ajudar. Escreva em sua casa, o seu objetivo; coloque lá o teu nome; deixe as velas acesas onde você faz suas orações; mentalize suas escolhas e confie naquele que segura a tua mão, naquele que prepara o teu caminho, para te levar até a porta – a porta certa, a escolha certa – para que o bom pastor, no momento certo, possa abri-la e te receber, pois Ele é o caminho, Ele é a verdade e Ele é a vida, e as escolhas, nós ajudamos a cada um, dia após dia, a fazer.

Mensagem psicofonada pelo Cigano Espiritual Julio Del Toro

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