Este é um assunto bastante delicado de se tratar, mas extremante importante, pois estamos falando de uma doença que mais mata mulheres. Segundo o site do INCA (Instituto Nacional do Câncer) em todo mundo foram estimados 2,1 milhões de casos novos de câncer e 627 mil óbitos pela doença em todo o mundo neste ano de 2019.

No Brasil, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de 51,29 casos por 100 mil mulheres. A única região do país em que o câncer de mama não é o de maior incidência, é a região norte, onde o câncer do colo de útero ocupa a primeira posição.

 

Você sabe como surgiu essa campanha?

A iniciativa ocorreu nos EUA, onde no mês de outubro as instituições de saúde americanas, realizavam várias ações de combate ao câncer de mama, onde eram realizados mamografias e eventos relacionados.

Após alguns anos fazendo essas atividades no mês de outubro, o Congresso Nacional Americano determinou que este mês seria o Nacional de Prevenção do Câncer de Mama.

E desde então, todos os países adotaram o mês de outubro, como sendo o mês de combate e prevenção desta doença.

 

O câncer de mama

Falar da mama é tocar em vários aspectos morais, culturais, sexuais, religiosos, ideológicos e por aí vai. Ela pode representar um ato de amor e vida durante a amamentação, ou um ato de protesto quando é exposta publicamente durante uma passeata.

Mas, independente, de qual forma ela for exposta, esse órgão que representa a feminilidade também pode adoecer, e é nesse momento em que muitas mulheres caem no desespero, angústia e, principalmente, na dúvida “o que será de mim agora”.

Ao mesmo tempo que o câncer de mama pode ser uma doença mutiladora, e que pode ser causada por vários aspectos, de má alimentação a hereditariedade, é de extrema importância que toda menina (que já entrou no período menstrual) e mulheres, conheçam seus corpos e atentem-se as anormalidades que possam aparecer.

Conhecendo seu corpo, a mulher pode ajudar no diagnóstico precoce, e assim iniciando o tratamento que será menos agressivo e com uma taxa alta de cura.

O câncer de mama é resultado de um crescimento desordenado de células com potencial invasivo. Que se dá a partir de alterações genéticas que podem ser hereditárias ou adquiridas.

 

Segundo o INCA, essas são as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama:

  • A mamografia de rastreamento – exame de rotina em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama – é recomendada na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa etária e dessa periodicidade, os riscos aumentam e existe maior incerteza sobre benefícios.
  • A mamografia permite identificar melhor as lesões mamárias em mulheres após a menopausa. Antes desse período, as mamas são mais densas e a sensibilidade da mamografia é reduzida, gerando maior número de resultados falso-negativos (resultado negativo para câncer em pacientes com câncer) e também de falsos-positivos (resultado positivo para câncer em pacientes sem câncer), o que gera exposição desnecessária à radiação e a necessidade de realização de mais exames.
  • O Ministério da Saúde recomenda contra o rastreamento com mamografia em mulheres com menos de 50 anos (recomendação contrária forte: os possíveis danos claramente superam os possíveis benefícios). Por isso, também as principais diretrizes e programas de rastreamento do mundo não recomendam o rastreamento de mulheres abaixo desta idade.
  • O rastreamento com mamografia, mesmo na faixa etária recomendada, implica em riscos que precisam ser conhecidos pelas mulheres. Além dos resultados falso-positivos e falso-negativos, o rastreamento pode identificar cânceres de comportamento indolente, que não ameaçariam a vida da mulher e que acabam sendo tratados, expondo-a a riscos e danos associados. As mulheres devem ser orientadas sobre riscos e benefícios do rastreamento mamográfico para que possam, em conjunto com o médico, decidir sobre a realização dos exames de rotina e exercer sua autonomia.
  • A avaliação das Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil é de que, na faixa etária de 50 a 69 anos e com periodicidade bienal, os possíveis benefícios do rastreamento superam seus riscos.
  • Atualmente não se recomenda o autoexame das mamas como técnica a ser ensinada às mulheres para rastreamento do câncer de mama. Grandes estudos sobre o tema demonstraram baixa efetividade e possíveis danos associados a essa prática. Entretanto, a postura atenta das mulheres no conhecimento do seu corpo e no reconhecimento de alterações suspeitas para procura de um serviço de saúde o mais cedo possível – estratégia de conscientização – permanece sendo importante para o diagnóstico precoce do câncer de mama. A mulher deve ser estimulada a conhecer o que é normal em suas mamas e a perceber alterações suspeitas de câncer, por meio da observação e palpação ocasionais de suas mamas, em situações do cotidiano, sem periodicidade e técnica padronizadas como acontecia com o método de autoexame.
  • A superação das barreiras para redução da mortalidade por câncer de mama no Brasil envolve não apenas o acesso à mamografia de rastreamento, mas controle de fatores de risco conhecidos e, sobretudo, a estruturação da rede assistencial para rápida e oportuna investigação diagnóstica e acesso ao tratamento de qualidade.
  • Esforços nesse sentido estão sendo feitos e dependem do fortalecimento do Sistema Único de Saúde para garantia de acesso à saúde pública de qualidade ao conjunto da população brasileira.

 

Como prevenir

A prevenção engloba medidas para reduzir o risco de desenvolvimento da doença, por exemplo:

– Não fumar;

– Ter uma alimentação saudável com baixa ingestão de carnes vermelhas (principalmente as processadas e embutidas), e um aumento da ingestão de frutas, verduras, legumes etc;

– Manter o peso corporal adequado;

– Praticar atividades físicas;

– Amamentar;

– Realizar periodicamente os exames de rotina;

– Evitar a agentes cancerígenos no trabalho.

 

Conheça algumas dicas de saúde com a espiritualidade:

 

– Por Alexandre Nascimento

 

 

 

Referências:

https://www.calendarr.com/brasil/outubro-rosa/

https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/a_situacao_ca_mama_brasil_2019.pdf

https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/como-prevenir-o-cancer

https://www.femama.org.br/2018/br/noticia/o-cancer-de-mama-em-numeros#targetText=No%20Brasil%2C%20segundo%20o%20Instituto,casos%20por%20100%20mil%20mulheres.

https://www.inca.gov.br/noticias/confira-recomendacoes-do-ministerio-da-saude-para-o-rastreamento-do-cancer-de-mama

http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/cancer-de-mama

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