Entenda o surto da doença que assola o estado de São Paulo

Em 2017/2018 na região norte do país, aconteceu um surto de sarampo, onde mais de 10 milhões de pessoas foram infectadas. Este ano, São Paulo (capital) tem sido o epicentro do surto no Brasil, mas por quê? Ao contrário do que todos acham, o vírus não veio da Venezuela (como ocorreu ano passado na região norte do país), esse vírus veio da Europa e Ásia, segundo a prefeitura de São Paulo “os primeiros casos na cidade surgiram a partir de fevereiro, importados da Noruega, Malta e Israel, trazidas pelas embarcações pelo porto de Santos”.

A contaminação autóctone (quando a pessoa é contaminada na própria cidade) ocorreu em maio, quando um professor de 32 anos, morador da Vila Mariana apareceu com os sintomas, logo após bebês e outras pessoas.

Como é um vírus de contaminação muito rápida e sua transmissão ocorre pelo ar, é muito complicado manter uma barreira imunológica numa cidade como São Paulo e, desde então, os casos vêm aumentando.

Mas porque um vírus que foi considerado erradicado no Brasil na década passada volta com tudo? Na verdade, esse vírus “novo” é uma mutação dos vírus que já existem. São 8 tipos de vírus (de A a H) e 24 subtipos distribuídos entre os subtipos. O vírus que ronda solto é o D8, o problema é que a quantidade de anticorpos nos organismos de quem tomou imunização, despenca após 15 anos da aplicação.

Devido a explosão do número de casos na capital paulista, a prefeitura determinou novas orientações para a vacinação, são elas:

Bebês de 6 meses a 1 ano de idade devem ser vacinados. Antes do surto de sarampo, a primeira dose da vacina era dada com 1 ano de idade e uma dose de reforço era aplicada aos 15 meses. Agora ficou assim: primeira dose entre 6 meses e 1 ano. As outras doses continuam valendo: uma dose com 1 ano e um reforço com 15 meses. Bebês que estão entre 11 meses e 1 ano devem tomar a vacina e aguardar 30 dias para fazer a outra dose.
Quem tem entre 15 e 49 anos deve ser vacinado, independentemente de estar com a carteira vacinal em dia. Esta determinação é muito importante, pois este é o grupo de pessoas que mais está sendo acometido pelo Sarampo.

Importante lembrar:

• Principais contraindicações da vacina: pessoas que estão com imunossupressão por quaisquer razões. Nestes casos, recomenda-se que se converse com o médico para receber as orientações individualizadas a cada caso em especial e gestantes e bebês COM MENOS de 6 meses NÃO devem tomar a vacina.
• Quem está amamentando PODE tomar a vacina. As mulheres que pensam em engravidar devem aguardar pelo menos 1 mês depois de receberem a vacina.
• Bebês de 9 meses que ainda não tomaram a vacina da febre amarela: tomem PRIMEIRO a vacina do sarampo, aguardem 30 dias e DEPOIS tomem a da febre amarela.
• Bebês de 9 meses que já tomaram a vacina da febre amarela: aguardem pelo menos 30 dias para fazer a vacina do sarampo.

A vacina é segura e é, de fato, a única forma comprovadamente eficaz para se proteger do Sarampo.

– Por Alexandre Nascimento

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