Certo dia, em uma terrinha, longe de todos, bem acolá. Morava uma senhorinha que não gostava de prosear, se ficava lá escondida e ninguém queria receber por lá, se achava ela dona do mundo e ai de quem chegasse no seu canto se pedir a permissão dela por lá.

Andava sempre mal-humorada, andava sempre brava e os outros com medo dela quase nunca a procurava. Em sua casa tinha pouco para comer, não tinha fartura de alimentos, nem de objetos, guardava no peito o amor sincero, mas sabia que dos outros ela não poderia depender, pois quando era pequenina, tomou uma grande sova da vida que fez o seu coração endurecer. E essa que ali vivia, tinha o hábito todo dia antes dela ir comer, com amor e devoção ela elevava a Deus uma oração e pedia “ Deus, não me deixa nada me faltar, eu sou só, mas conto com você do lado de lá”

E, assim, foi se passando os anos, e ela lá sempre orando, mas nada de aceitar ajuda, nem que fosse uma pequenina de alguém que quisesse mostrar um pouco de amor e de ternura. Foi quando, então, chegou a doença em sua porta e ela, então, se acamou e a vida, toda torta, não conseguia as coisas limpar, não conseguia mal se comunicar e se via, então se esperando através da desencarnação o seu momento lá chegar. Mas Deus de cá é perfeição, conhece de todos o seu coração e fez na porta dela bater com a mãozinha pequenina de uma menina bonita que estava lá tentando a ela oferecer. Ritinha o nome dela, essa menina graciosa que trazia num sorriso a glória dos irmãos que sabem o bem fazer. Ritinha bateu-lhe a porta e chamou “ Oi vó, abre, abre que eu lhe trouxe uma flor! ”.

E ela que não respondia, então ouvia atenta aquela manifestação de amor, pois há muito tempo ninguém em sua porta lá chegou. Com forças muito ainda redimidas falou baixinho “ entra, filha, entra cá para me ver”. Ai, então, a menina entrou trazendo um sorriso e uma flor e foi perguntar dela o que estava acontecendo com ela, por que ela estava lá deitada no mesmo lugar sem conseguir se levantar, mas esta não tinha mais forças, dos olhos só uma lágrima descia e olhava tão ternura de menina e tanto amor que se julgava que não merecia, mas a menina que era esperta e danada saiu correndo na estrada e foi chamar um cavaleiro para ajudá-la nesse momento, levando lá unguento, um doutor ou quem chegasse lá primeiro. Mas chegando, lá se encontrou a nossa amiga com uma flor e um sorriso mostrado em sua face e um amor grudado em seu peito, um amor em forma de flor, de alguém que recebeu de nosso Senhor o seu fiel companheiro. Como sempre na Terra pediu para que nada na Terra pudesse lhe faltar, Deus mandou o amor, pois só aquilo poderia entrar, deu-se a ela em uma forma de uma criança mais um momento de esperança para o seu espírito se libertar. Não pensem vocês que a Ritinha se zangou, nem no seu peito a tristeza entrou, pois olhava o homem ao seu lado sem entender direito o que se havia passado e se falou para ela “ Olha, moço, eu entreguei para ela essa flor e no caminho eu pedi a Deus que pudesse ungir ela com amor e entregasse para quem mais precisasse, para quem dela mais uso fizesse o seu espirito para que ele se aliviasse, sem entender o porquê Deus me enviou para cá, bati na porta três vezes e escutei ela chamar”.

E o homem lá sem saber olhava para a menina dizer “ Criança, o filha da esperança, essa que está ali deitada está ai há muito tempo, não foi hoje não, deve ter dois dias que está deitada ai”, “Mas ela chamou! ” Disse a menina “ Foi por isso que eu entrei aqui”

E nós, do lado de cá esclarecemos, que foi o espírito dela em prece que pediu para a menina ir lá, pois queria receber dessa vida um gesto de amor, um gesto de caridade que pudesse não ter tamanho e nem idade e viesse como se entrega uma flor. Essa é a flor que não tem espinho, que traz ela repleta de carinho, e é o que nossa Mãe hoje vai lhe dar, receba em vosso coração, estenda a mão a vossa mãe, deixa ela cuidar de seu coração.

Nós que fazemos o papel da Ritinha, entregamos a todos que precisam essa flor de amor e você vai ver que o amor lhe bate à porta a toda hora a lhe oferecer a mão, a ajuda ou um sorriso de esperança na forma de um adulto ou uma criança, basta você deixar, receba dos contadores essa flor de amor que nós vamos lhe dar!

Mensagem psicofonada pelo Protetor Espiritual Preto Velho Pai Thomaz

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