Nasceu no dia 24 de dezembro de 1900, na antiga Vila de Santa Tereza de Valença, atual Rio das Flores, sul do Rio de Janeiro. Dedicou toda sua vida ao bem do próximo psicografando livros, realizando consultas espirituais. Trabalhou grande parte de sua vida, no atendimento de espíritos suicidas e com anotações no Livro de Orações com nome de desencarnados.

Quando tinha apenas vinte e nove dias de vida, entrou em estado de letargia (estado de dormência profunda, que causa a perda temporária ou completa da sensibilidade, e leva o indivíduo a um estado mórbido), onde toda a família acreditou que a menina havia falecido. Sua mãe era a única que acreditava na vida da filha, porém, a família já havia preparado até o enterro da criança. Todos estavam prontos para levar o caixão da pequena, quando a mãe se recolheu em seu quarto e orou para sua santa de devoção, Maria Santíssima, pedindo que, se Ela permitisse que sua filha se salvasse, daria o nome de Maria, em homenagem ao milagre da Mãe de Jesus. Alguns momentos depois, a criança acordou chorando, o funeral foi cancelado e a vida seguiu seu curso normal. Acredita-se que esse fenômeno aconteceu devido sua última existência no plano carnal, onde desencarnou afogada por suicídio.

Mesmo assim, o pai tinha sua própria vontade e registrou a menina com o nome de Yvonne do Amaral Pereira. Entretanto, a médium afirmava que os irmãos da espiritualidade a chamavam de Maria, respeitando a promessa da mãe.

Sua vida foi repleta de grandes renúncias e dedicação aos menos favorecidos. Veio de uma família modesta e passou por grandes dificuldades. Isso a beneficiou muito, entendendo o próximo. Era comum seu pai levar pessoas necessitadas e mendigos para dormir em sua casa. Este exemplo de conduta foi levado durante toda a vida da médium.

Aos quatros anos de idade, já se comunicava com os espíritos e considerava normal essa prática. Conseguia vê-los com nitidez, e, por muitas vezes, confundia-os com pessoas encarnadas. Duas entidades que costumava se comunicar eram: Charles, que em encarnação passada foi seu pai e nesta vida foi seu guia da mediunidade; e o espírito de Roberto Canallejas, um médico espanhol, que atuou no século XIX, e possuía ligações espirituais com ela de muitas encarnações.

Teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita aos oito anos, onde seu pai deu-lhe de presente os livros “Evangelho Segundo o Espiritismo” e o “Livro dos Espíritos”, que os acompanharam durante toda sua trajetória.

Quando completou seus treze anos, começou a frequentar sessões espíritas, que muito a encantavam, pois via os espíritos se comunicarem com clareza aos frequentadores das reuniões.

Apesar de amar os estudos e a leitura, concluiu somente o curso primário, devido a condição financeira de sua família. Porém, leu por conta própria obras de grandes autores como Goethe, José de Alencar, Alexandre Herculano, Arthur Conan Doyle entre muitos outros. Estudava esperanto e trabalhou fortemente em sua propagação e difusão, por meio de correspondências que mantinha com outros esperantistas, tanto no Brasil, quanto no exterior. Desde cedo precisou trabalhar para conseguir seu sustento, por isso, se dedicou à costura, bordado, rendas, etc.

Não se casou e nem teve filhos, dedicando-se de corpo e alma sua encarnação na ajuda aos espíritos suicidas e aos que precisavam de amparo espiritual.

Foi médium de psicografia, receitista de desdobramento, trabalhando com o Irmão Bezerra de Menezes através da Homeopatia, psicofonia, vidência, de efeitos físicos (materializações). Anotava em um caderno especial o nome de todas as pessoas que tiravam a própria vida, que apareciam nos jornais e orava por eles diariamente.

Dedicou cinquenta e quatro anos e meio às curas por meio de receitas homeopáticas, passes e preces. Curou obsessões e foi oradora espírita durante quarenta e quatro anos.

Atuou orientando médiuns e Centros Espíritas, consolando corações, evitando suicídios e esclarecendo espíritos sofredores.

Sua obra é aproximadamente 20 livros, entre eles:

Memórias de um suicida (1954)                         Recordações da mediunidade (1966)

Nas telas do infinito (1955)                                O drama da Bretanha (1973)

Amor e ódio (1956)                                            Sublimação (1973)

A tragédia de Santa Maria (1957)                      O cavaleiro de Numiers (1975)

Nas voragens do pecado (1960)                         Cânticos do coração – v. I e II (1994)

Ressurreição e vida (1963)                                 À luz do Consolador (1997)

Devassando o invisível (1964)                            Um caso de reencarnação (2000).

Dramas da obsessão (1964)

 

Desencarnou com 83 anos, durante uma cirurgia causada por uma trombose no dia 9 de março de 1984, no Hospital da Lagoa, Rio de Janeiro.

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